segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dia a dia

Ser madrasta não é fácil.
Ver a mãe da sua enteada ser desagradável com seu marido muito menos.
Tenho na minha família, várias mães que possuem filhos e não são casadas, nem namoram com os pais.

Então vivo os dois lados da “coisa” e sei que não é fácil para nenhum lado. De um lado tem as mães que reclamam que os pais não participam de nada e eles realmente não participam, por outro lado tem os pais que não tem acesso a informação porque a mãe não quer passar, não quer conversar e não são acessíveis.

O que o pai deve fazer além de pagar pensão? Criar os filhos!!! Educar, cuidar, levar ao médico, participar e etc. Não acho que isso é obrigação da mãe, deveria ser obrigação dos pais.

Mas como ele faz isso se a mãe, que possui a guarda e toma conta do dia a dia da criança, não responde às perguntas que o pai faz, não conta nada do que acontece com a criança, não havia se marcou consultas médicas, etc?

Da minha parte, como madrasta, eu incentivo o pai a ligar para a filha, a participar da vida escolar, a conversar com a mãe, a saber como anda a saúde, cuidar e criar mesmo.


O que mais poderia fazer? 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ser madrasta.

A experiência que tenho a mais de sete anos nunca foi, digamos exteriorizada. Tenho uma enteada de oito anos e eu realmente gosto do assunto.

Resolvi começar a escrever no assunto de forma mais ciente, mais diária e menos formal.

Sou apaixonada por crianças e ter a experiência de conviver com uma com obrigações e responsabilidades é importante e eu gosto muito de ter esses deveres. Costumo falar para o marido que só demos certo porque eu amo crianças. Eu sei que não é fácil conviver com filho de outra pessoa. 

Mas ter meu nome escrito em um papel, cheio de coraçõezinhos e com um “eu te amo” embaixo é mágico mesmo que não tenha nascido de mim.

Ser a única, dentre várias pessoas, em uma festa com quem ela quer brincar, dá orgulho. Ver ela querendo atenção, me chamando, pedindo e perguntando coisas para mim ao invés de pedir para o pai, é muito interessante e tem que ser estudado.

Criança gosta de quem diz não. E sim, eu digo não. Sou eu quem chamo para o banho, sou eu quem falo para pentear o cabelo e escovar os dentes, sou eu quem digo quando está fazendo coisa errada e o que não pode ser feito.

E é comigo que ela sempre quer brincar. Se me orgulho disso?! Muito!!